Oswaldo Gonçalves Cruz


 

Biografia

Nascimento: 5 de agosto de 1872, São Luiz do Paraitinga, São Paulo
Falecimento: 11 de fevereiro de 1917, Petrópolis, Rio de Janeiro
Formação: Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Janeiro (1887–1892), Instituto Pasteur.
Oswaldo Cruz foi um médico, bacteriologista e sanitarista brasileiro, figura central na saúde pública do Brasil, conhecido por combater epidemias de varíola, febre amarela e peste bubônica no Rio de Janeiro no início do século XX, implementando vacinação obrigatória e saneamento, além de fundar o Instituto Soroterápico Federal, que hoje é a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Ele é considerado um dos pais da saúde pública brasileira e um defensor da ciência no país, transformando a pesquisa em saúde no Brasil. 
Oswaldo Cruz, médico e sanitarista brasileiro, fundador da medicina experimental no Brasil, nasceu em São Luís do Paraitinga (SP), em 5 de agosto de 1872. Seu nome completo era Oswaldo Gonçalves Cruz. Aos 14 anos ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Durante os seis anos em que freqüentou o curso, não demonstrou grande interesse pela clínica, mas sentiu-se completamente fascinado pelo mundo microscópico, que começava a ser revelado pelas descobertas de Louis Pasteur, Robert Koch e outros investigadores. A chamada revolução pausteuriana estava promovendo uma transformação radical na medicina. Doutorou-se em 1892, defendendo a tese A Veiculação Microbiana pelas Águas.
Em 26 de março de 1902, foi nomeado diretor geral da Saúde Pública, com o objetivo de erradicar a febre amarela, a peste bubônica e a varíola no Rio de Janeiro. Iniciou um rigoroso programa de combate ‹s moléstias, com isolamento dos doentes, vacinação obrigatória e suas famosas brigadas de "mata-mosquitos", guardas sanitários que percorriam as residências eliminando focos do mosquito transmissor da febre amarela.
Em 19 de agosto de 1909, deixou a direção da Saúde Pública por motivo de saúde. Em 26 de junho de 1913 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, na vaga do poeta Raimundo Correia. Em 18 de agosto de 1916 assumiu o cargo de prefeito de Petrópolis (RJ), mas, cada vez mais doente, renunciou em janeiro do ano seguinte. Morreu logo depois, na mesma cidade de Petrópolis, em 11 de fevereiro de 1917, aos 44 anos de idade, por insuficiência renal, após dedicar sua vida à ciência e à saúde pública.